quinta-feira, 30 de março de 2017

É só o amor que fica...

Garoeiro – Natal, 30 de março de 2017.












No efêmero fatal de seu destino,
Sempre a desafiar o mal que a dana,
Amor acaba sendo o pequenino
Compensador da existência humana.

Viver para ir morrer é um dom cretino,
Vigendo nessa egolatria insana,
E Amor, o masculino e o feminino
A reunir, cria o que à Morte engana.

Que, no Tempo, vira outro desalento,
Vazio que preenche o esquecimento,
Pois esquecer é o verbo da existência.

Em não lembrar o bem que havia antes,
Também acaba o logro dos amantes,
Mas remanesce na reminiscência...

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